Olha só a trama do filme Jeca e o Bode que Fala: um caipira que foi trabalhar na cidade grande, e se atrapalha todo com as coisas modernas, como os elevadores e as escadas rolantes. Mas ele acaba conquistando a simpatia das pessoas, porque tem um bode que fala!

O caipira se chamava Mazzaropi. Criado pelo ator Amácio Mazzaropi, era um personagem que figurou em mais de 30 filmes, do começo da década de 60 até a de 80. Isso o faz lembrar do Carlitos? Sim, o Carlitos era o personagem atrapalhado e simpático que o ator inglês Charles Chaplin interpretou em quase todos os seus filmes, na época do cinema mudo.

Mazzaropi sempre aparecia nos filmes com o jeito típico do homem simples do interior do estado de São Paulo, na época_ também conhecido como "caipira": camisa xadrez, calça que acabava antes das canelas (a famosa "pula-brejo"), chapéu de palha. E puxando o "r", como não poderia deixar de ser.

Na verdade, o ator Amácio Mazzaropi começou a atuar com esse personagem no circo. A princípio, era ajudante do faquir, aquele sujeito que deita em cima dos pregos. Mas gostava mesmo era de ser ator, e as pessoas acabaram gostando muito dele.

Nascido em 1912 na cidade de São Paulo, Amácio Mazzaropi logo se mudou com a família para Taubaté, no interior. É a mesma terra do escritor Monteiro Lobato, que fez muitas histórias para crianças, na primeira metade do século XX. Inclusive uma chamada Jeca Tatu... mas o Jeca do Lobato era diferente do Mazzaropi. Não era tão engraçado: na verdade, ele tinha amarelão, uma doença que o deixava preguiçoso.

Só que o Mazzaropi não era um artista qualquer, não! Ele queria muito mais!

 

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