No século 14, banho
já era raridade. Dá para imaginar que alguns "amiguinhos"
da falta de higiene deviam fazer a festa, não é? Era o
que acontecia com os parasitas do corpo
humano, especialmente piolhos. Isso mesmo, aquele bichinho chato
que infesta os fios dos cabelos e não sai até que a gente
passe um bom remédio anti-séptico.
Você já viu uma macaca tirando os piolhos dos macaquinhos?
Pois essa cena de zoológico se repetia sempre... dentro de casa!
Tirar os piolhos de outra pessoa era sinal de carinho e respeito.
Não só as mães tiravam os piolhos dos filhos, mas
as criadas arrancavam os bichinhos da cabeleira dos patrões,
e até as sogras agradavam seus futuros genros desse jeito.
Era tão comum, que logo surgiram
verdadeiras profissionais do ramo: as espiolhadeiras. Eram mulheres
com as mãos muito ágeis, que fizeram da "caça aos
piolhos" uma profissão. Quem podia pagar ficava refestelado em
sua cadeira, tomando sol e
batendo papo, enquanto a espiolhadeira "despiolhava" a cabeça
da patroa. Adeus, piolhos!
Parasitas
como pulgas, piolhos e percevejos eram tão comuns, que as pessoas
simplesmente os aturavam, com a maior naturalidade. E lidar com eles
virou até regra de etiqueta para a criançada da época.
Sabe como as crianças deviam se comportar à mesa? Era
proibido coçar a cabeça e mexer nas costas para catar
pulgas e piolhos. Eca, muito menos chupar os dedos depois disso. Matar
os bichos durante o jantar, na frente de todo mundo, então, era
o máximo da falta de educação!
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